Porto Alegre, 17 de Outubro de 2018

Reavivar a comunhão a serviço da reconciliação é objetivo do 1º Simpósio Internacional de Missiologia

Ação Missionária   

Em Porto Rico, representantes de 21 países refletem sobre o Evangelho e a Igreja missionária

A partir do tema “O evangelho, fonte de reconciliação e comunhão”, cerca de cem representantes das Pontifícias Obras Missionárias (POM), organismos e conferências episcopais de 21 países do continente americano participam do 1º Simpósio Internacional de Missiologia. O evento ocorre desde o dia 28 de setembro e prosseguirá até 1º de outubro, em Porto Rico.

No encontro os presentes refletem sobre as fontes bíblicas e teológicas da missão, que animam o testemunho e o compromisso da Igreja Missionária e, ao mesmo tempo, desejam construir a fraternidade e reavivar a comunhão a serviço da reconciliação social, cultural e religiosa.

Na cerimônia de abertura, o núncio apostólico da República Dominicana e delegado apostólico em Porto Rico, o nigeriano dom Jude Thaddeus Okolo, recordou que o Simpósio é uma das etapas no caminho de preparação para o 5º Congresso Missionário Americano (CAM 5), previsto para o mês de julho de 2018, em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia.

Dom Jude ainda lembrou que as POM são as obras para a missão. “O papa nos convida a sair ao encontro do povo. E isso nós estamos aprendendo a fazer. Custa muito, mas vale a pena. O mundo globalizado exige uma nova evangelização. Que o Simpósio seja uma oportunidade para refletir sobre a dimensão universal da Igreja”, disse o núncio.

Ao dar as boas-vindas, o diretor das POM na Costa Rica, padre José Orlando Camacho Torres, lembrou que o Uruguai sediará um simpósio semelhante, em fevereiro de 2016. Segundo ele, estes eventos são importantes para a unidade do continente, pois o evangelho é fonte de comunhão e reconciliação. 

Durante a missa de abertura, o presidente da Conferência Episcopal de Porto Rico, dom Roberto Octvaio Gonzáles Nieves, inspirado nas leituras do dia, alertou para o desejo de grandeza como uma tentação que deve ser vencida no trabalho missionário. “A Igreja nasceu missionária e assim deve existir, entre os pequenos, os que vivem à margem do mundo, para lhes dizer que eles são os mais importantes para Deus e para a Igreja”, defendeu.
O perfil do discípulo missionário

Em uma das conferências, o biblista mexicano, padre Toribio Tapia Bahena, falou das características do perfil do discípulo e lembrou que “a peculiaridade fundamental de alguém que honestamente pretende ser discípulo missionário de Jesus, e no caso dos missionários, encorajar outros irmãos e irmãs com o ministério, não está apenas em suas crenças, mas especialmente na forma como reage à realidade”.

Segundo ele, “o ponto de partida é a convicção de que o Evangelho deve realmente ser uma Boa Notícia”.

Ao abordar o perfil básico do discípulo missionário e da comunidade que pretende anunciar a boa nova, padre Toribio recorreu ao evangelista Lucas. “Lucas constrói um perfil do missionário, principalmente a partir de Jesus, de alguns discípulos e da comunidade. Segundo ele, a missão se desenvolve graças a uma rede de cidades, lugar da vida, da história, do poder, da conversão, da identificação das igrejas, entre outras”, enumerou.