Porto Alegre, 21 de Julho de 2019

Mãe do Carmelo

Os primeiros eremitas do Monte Carmelo, local da Terra Santa onde nasceu a Ordem do Carmo, suas celas uma capela, centro das suas vidas, onde diariamente se reuniam para celebrar em conjunto a Eucaristia. Dedicaram esta capela à Bem-Aventurada Virgem Maria. Com este gesto, este primeiro grupo de Carmelitas a escolheu como Patrona, comprometendo-se a estar ao seu serviço e a esperar dela confiadamente a sua proteção. Tinham orgulho em ser chamados de Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo e defenderam este título com toda a energia, quando viram ameaçado o direito de ter este nome.

A Virgem Maria foi sempre um “sim” a Deus. Assim como esteve sempre presente na vida de Jesus como discípula fiel, do mesmo modo ela está sempre presente na vida de todo o Carmelita, guiando-o e protegendo-o no seu obséquio a Jesus Cristo.

Durante muitos séculos o Escapulário do Carmo sintetizou no seu significado a relação dos Carmelitas com a Virgem Maria. O Escapulário constitui uma parte do hábito vestido pelos religiosos. Trazer o Escapulário é um sinal de consagração a Maria e de aceitação da sua proteção. Na Virgem Maria, os Carmelitas encontram a imagem perfeita de tudo o que eles esperam: entrar numa relação íntima com Cristo, estar totalmente abertos à vontade de Deus e deixar que suas vidas sejam transformadas pela Palavra de Deus. Os Carmelitas consideraram sempre Maria como a Patrona da Ordem, e proclamaram-na como Mãe e Formosura do Carmelo.

A celebração de Nossa Senhora do Carmo é 16 de Julho e é a principal solenidade da Ordem Carmelita.