Porto Alegre, 13 de Novembro de 2019

Segóvia

O seu desejo de voltar a viver em Castela, era muito grande e por essa razão, na primeira oportunidade, retornou a terra preferida. É bem verdade que antes, lá esteve por pouco tempo com Madre Teresa D’Ávila, em 1574, para fundar o Mosteiro das Monjas.

E assim, o triênio de 1588 a 1591, representa em seu conjunto, um período de maior maturidade psicológica e espiritual na vida do místico. Observa-se logo de início a mudança de ritmo das suas atividades: parou de viajar e de escrever. Nos três anos não visitou freis e nem monjas dos Conventos que conhecia: em Ávila, Medina, Alba e outros. O traço peculiar observado em Segóvia é uma síntese harmônica, ou seja, uma vida ativa e contemplativa, de convívio e solidão, de mística e trabalho manual, de colaboração e conflito. A maturidade pode ser observada num breve resumo de suas atividades:

1 – Primeiro definidor do Governo Geral Carmelita e Vigário da Ordem, na ausência do titular Padre Dória;

2 – Superior da Casa, e responsável pelas obras de ampliação do Convento e reconstrução da Igreja;

3 – Trabalhos manual intenso na obra, na pedreira e na horta do Convento;

4 – Direção espiritual das Carmelitas e de numerosas pessoas da cidade;

5 – Longas horas de contemplação silenciosa nos degraus do Altar diante do Santíssimo, na janelinha da cela, durante as noites, e na gruta do penhasco da horta.

Frei João da Cruz revelou sempre ser um contemplativo. Qualquer que fossem as suas atividades, reservava longos períodos para a solidão e a contemplação.

No Governo Geral da Ordem, passou por muitas dores de cabeça, especialmente durante o último ano (1591), quando se opôs firmemente aos atos e decisões do Padre Dória, em assuntos de elevada gravidade. Esta realidade causou, evidentemente, diversos atritos e desentendimentos que muito lhe aborreceram.

Fonte: apostoladosagradoscoracoes.angelfire.com