Porto Alegre, 11 de Dezembro de 2019

Nascimento e família

Nasceu no dia 24 de Junho de 1542 em Fontiveros, uma pequena cidade do interior da Espanha, com extensas e ensolaradas planícies, entre as cidades de Ávila e Salamanca. Era filho de Gonçalo de Yepes e Catarina Álvarez, ambos originários de Toledo, próximo a Madrid. Sua mãe foi trabalhar naquela região como humilde empregada de uma tecelagem. No povoado conheceu Gonçalo, que era nobre e que por lá circulava em viagem de negócios. Conheceram-se, amaram-se e se casaram. Por causa da pobreza de Catarina, Gonçalo foi deserdado pelos parentes. A nova família começou a se edificar num ambiente de extrema pobreza, com muita luta, renúncias e dificuldades, para alcançar o pão de cada dia.

Nasceram três filhos: Francisco, Luis e João (seu nome completo era Juan de Yepes Álvares). Estavam vivendo praticamente na miséria, em virtude da falta de trabalho. Não ganhavam o suficiente para sobreviver e o resultado logo apareceu com a morte do pai, e logo a seguir, com a morte do filho Luis. João que foi o último, sendo mal alimentado em consequência das dificuldades da família, ficou desnutrido, franzino e de baixa estatura.

A viúva abandonou o povoado com os dois filhos e foi pedir ajuda aos ricos familiares do marido, mendigando trabalho ou sustento. Não conseguiu nada, negaram-lhe até o menor auxílio, Então, ela foi obrigada a se aventurar em outras regiões, primeiro em Arévalo e, quando João estava com 9 anos de idade, mudou-se para Medina Del Campo.

Em Medina, ela colocou o filho no Colégio da Catequese ou da Doutrina para crianças órfãs, para apreender a ler e a escrever. João se dedicou perseverantemente e em pouco tempo, lia e escrevia correntemente. A administração do Colégio exigia alguns pequenos serviços das crianças, objetivando estimular o reconhecimento pessoal pelo ensino que cada um recebia gratuitamente. João foi colocado como coroinha na celebração da Santa Missa,

Em seguida, sua mãe conseguiu e ele foi enviado para o Mosteiro da Penitência, era o nome do Mosteiro de Santa Madalena, com o objetivo de servir a Igreja e continuar como auxiliar na celebração da Santa Missa.

Embora, com toda boa vontade atendendo a sua mãezinha, que também queria que ele realizasse trabalhos manuais como: carpinteiro, alfaiate, entalhador e pintor, João não evoluiu nestas profissões, não revelou tendência para executar aqueles trabalhos, e por isso desistiu.

Pouco tempo depois, com licença da mãe, foi levado pelo senhor Alonso Alvarez Toledo para um Hospital. O senhor Alonso era um homem rico e muito piedoso, que abandonara o mundo e se recolhera ao Hospital de Nuestra Señora de la Concepción de Medina del Campo, onde morava e trabalhava servindo os pobres. Ali, o senhor Alonso o incumbiu de pedir auxilio e ajuda para os mais necessitados. O seu empenho e dedicação foram tão significativos que João angariou a simpatia e amizade do senhor Alonso e de todas as pessoas do Hospital.

E assim, deram-lhe licença para ouvir as lições de gramática, no Colégio da Companhia de Jesus. O diretor da entidade era o Padre Bonifácio que começou admirar o interesse de João e o ajudava a entender e avançar nos estudos.

E foi justamente a partir desta época, que começaram a despertar no jovem, três qualidades excepcionais: a religiosidade, o amor e o serviço aos doentes, e a dedicação aos estudos. Protegido pela graça Divina, aqueles que viviam ao seu redor e percebiam as suas primorosas qualidades lhe ofereciam oportunidades concretas para que ele pudesse desenvolver e cultivar as melhores virtudes.

Dos 17 aos 21 anos frequentou o Colégio dos Jesuítas, sem deixar o serviço no Hospital. Utilizava todo o tempo que dispunha para estudar, apreendendo as suas lições e mantendo-se em dia com todos os assuntos.

Fonte: apostoladosagradoscoracoes.angelfire.com